Caso Bannon

Caso Bannon

Steve Bannon apresentou um pedido de desculpas a Donald Trump e filho pelas suas declarações polémicas no livro recém-publicado “Fogo e Fúria”.

Steve Bannon – um dos ex-conselheiros do presidente americano Donald Trump, um dos “pesos pesados” que fez parte da sua equipa de campanha eleitoral – apresentou um pedido formal de desculpas a Donald Trump e filho pelas suas declarações no livro recém-publicado “Fogo e Fúria”, da autoria do ensaísta e cronista americano Michael Wolff.

No livro, Bannon considerou “antipatriótica” e “traiçoeira” a reunião que o filho do presidente – Donald Trump Jr. – manteve com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, sem ter notificado os serviços de informação americanos ou ter solicitado aconselhamento jurídico apropriado. Os acontecimentos reportam-se a uma reunião que decorreu em 2016, na Torre Trump de Nova Iorque, e que não terá durado mais de vente minutos.

Em declaração enviada à agência «Axios», Bannon reiterou ainda o seu total apoio à agenda do presidente Trump e considera que Donald Trump Jr. é um “bom homem” e um “patriota”, que está a ter um papel fundamental na agenda de reformas do presidente, mais conhecida pelo slogan “MAGA” (Make America Great Again).

Em reacção às recentes acusações lançadas por Bannon, o sítio «Breitbart News» decidiu afastar Steve Bannon da sua lista de contribuidores.

Com a publicação do livro, Bannon foi também acusado pelo presidente americano de estar a orquestrar uma campanha de desinformação e calúnias, destinadas a confundir a opinião pública, e minar a confiança do eleitorado na capacidade do presidente em levar a cabo a sua agenda de reformas.

Numa declaração recente, Trump acusou igualmente Steve Bannon de ter sido um responsável por fugas de informação na Casa Branca, a única área em que – num tom irónico – o presidente atestou a perícia de Bannon.