A nossa posição relativamente ao AOLP

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AOLP), que altera a grafia de inúmeras palavras da língua portuguesa, foi assinado em Lisboa em 1990, aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 26/91 e ratificado pelo Decreto do Presidente da República n.º 43/91.

Este acordo foi implementado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 8 de Dezembro e tornado obrigatório para o Governo e todos os serviços, organismos e entidades sujeitos aos poderes de direcção, superintendência e tutela, tendo obrigado à reformulação dos programas escolares, em conformidade com o AOLP.

Não reconhecemos nem validade e muito menos qualquer obrigatoriedade a um acordo que foi imposto à força sobre os portugueses, por agentes do poder político que se arrogaram para si, de forma caprichosa e prepotente, o poder de alterar unilateralmente a língua portuguesa, sem que os cidadãos portugueses tivessem tido oportunidade de se pronunciar sobre o assunto, em referendo legalmente convocado para o efeito, com oportuno esclarecimento da matéria.

A mera passagem do tempo não retira a natureza aberrante deste acordo, que consideramos ilegal, inconstitucional, e contrário à matriz latina da língua portuguesa, uma vez que o AOLP não respeita a identidade da língua portuguesa, sendo feito com o propósito anti-patriótico de menorizar a sua grande riqueza.

Não escrevemos meses com minúsculas, não retiramos consoantes, não retiramos hífenes onde eles existem, não consideramos a ortografia uma questão secundária e acessória e sim, defendemos a revogação total e completa deste AOLP odioso contra a língua portuguesa.